EduCash – Startup cria metodologia de educação financeira com gameficação para escolas

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EduCash: metodologia de educação financeira

Um sistema educacional que integra jogos online e treinamento de docentes a fim de criar consciência financeira em jovens e crianças. Assim é o EduCash, elaborado em 2015 pela startup paulistana Educar 3.0.

O projeto visa orientar alunos no ganho de conhecimento por meio de atividades de reflexão e resolução de problemas, apresentando as causas e consequências de escolhas financeiras.

“É uma via de mão dupla, em que o professor não é um mero reprodutor de aulas, ele é também um aprendiz”, destaca o diretor de operações e mercado do EduCash, Flávio Ramos.

O EduCash foi o primeiro projeto lançado pela Educar 3.0. O objetivo da empresa é de atuar com a pedagogia transdisciplinar.

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Em 2015, a empresa recebeu R$ 350 mil de aporte vindo de um investidor anjo. O crescimento médio entre 2016 (primeiro ano de operação) e 2017 foi de 30%.

Investimentos

A startup firmou parcerias com empresas que trabalham com produtos educativos, editoras digitais e plataformas educacionais que devem fazê-la atingir mais de mil escolas nos próximos três anos no Brasil.

Também com parcerias no mercado internacional, a Educar 3.0 pretende atender mais de 15 mil institutos de ensino fora do País. A empresa preferiu não divulgar quais são as parcerias.

“Projetamos vendas em escala progressiva para atingir escolas em países da América do Norte, América Latina, Europa e Ásia”, comenta Ramos.

O faturamento de 2017 está em revisão em função das recentes parcerias firmadas. A Educar 3.0 não quis divulgar a projeção para 2018.

Modelo de Negócios

Apesar de a educação financeira não fazer parte das matérias obrigatórias exigidas pelo Ministério da Educação (MEC), escolas do Estado de São Paulo decidiram adotar o EduCash em sala de aula.

Como é o caso da Secretaria Estadual de Educação, que integrou o sistema neste ano por meio da plataforma Evesp (Escola Virtual de Programas Educacionais) para os alunos do primeiro ao oitavo ano.

A implantação do sistema começa com um workshop para sensibilizar pais, coordenadores e educadores sobre o tema. Depois disso, é realizada a preparação técnica dos educadores, que aplicarão o projeto, e em seguida, dá-se início ao plano de aulas.

Para o presidente da CM Consultoria, Carlos Antônio Monteiro, a tendência do mercado é acompanhar inovações para todos os setores. Contudo, muitas instituições pedagógicas ainda resistem em investir em tecnologia.

“Temos hoje no Brasil um número crescente de startups voltadas para a área da educação que se desenvolvem. É um modelo típico da nova economia e que está acelerando”, diz Monteiro.

Instituição de ensino que testou a metodologia, a Escola Estadual Maria Ribeiro Guimarães Bueno, localizada na capital paulista, percebeu aumento do engajamento e entendimento econômico dos alunos.

Além disso, os estudantes que participaram da iniciativa demonstraram melhora de 60% no desempenho em matemática, com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e no Avaliação de Educação Básica (Saeb).

Fonte: dci.com.br