Dilema das férias: hora de curtir ou de estudar?

As férias já estão no final e muitos estudantes ainda se perguntam “posso curtir o tempo que me resta” ou “devo entrar de cabeça nos livros”? Nem uma coisa, nem outra. Segundo especialistas ouvidos pelo Guia do Estudante, esse restinho de férias deve ter espaço tanto para os livros, como para a diversão.

Se você usou esse tempo para estudar bastante, deixe uma semana para se divertir aos montes, sem nem se lembrar de apostilas, como sugere o coordenador do cursinho Anglo, em São Paulo, Alberto Francisco do Nascimento. Mas se você entrou de cabeça nas férias, se divertiu, curtiu demais e está até um pouco preocupado, use parte da manhã ou da tarde para estudar em grupo ou individualmente, como encoraja a coordenadora do cursinho da Poli, Alessandra Venturi.

“Todo mundo deve ter pelo menos uma semana de descanso completo, para relaxar, curtir. Mas é para curtir mesmo, sem levar apostila e nem pensar em estudar. A máquina precisa aliviar”, comenta Nascimento. Para quem já curtiu bastante a sua semana de lazer total, a última semana de férias deve ser usada para retomar o ritmo. Ela funciona como um “aquecimento” antes do último semestre de total dedicação.

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Correr contra o tempo

Para os estudantes que deixaram matérias atrasadas, as férias também podem ser o período de deixar tudo no lugar para não ser deixado para trás já no início do novo semestre. Mesmo assim, não se esqueça daquela semana dedicada só a você, não abra mão disso ou vai se arrepender depois.

Uma maneira eficiente de retomar os estudos é dividir a semana e estudar em apenas um horário (ou na parte da manhã, ou depois do almoço), mas com tudo programado, sem um esforço excessivo. “O estudo não deve ser pesado. Não é preciso entrar em estresse antes do tempo”, diz Nascimento.

Para aqueles que vão viajar, o coordenador recomenda que fique atento a questões do dia a dia que podem virar tema de uma prova de vestibular. Por exemplo, os alunos que vão conhecer o nordeste podem ficar atentos ao relevo característico da região, a caatinga, e essa observação pode garantir uma resposta correta em uma prova de vestibular. Quem viaja de carro também pode se lembrar de física ao se deparar com o movimento do motor ou simplesmente com a inércia após uma freada ligeiramente brusca. “O aluno que faz esses tipos de associações sempre acabam lembrando-se da matéria”, conta o coordenador.

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Alessandra Venturi, coordenadora pedagógica do cursinho da Poli, diz que o aluno não pode achar que essas férias são iguais às outras que já vivenciou. “Não é para parar uma vez que o vestibular está aí. Ele está de férias em relação ás aulas do cursinho, mas não deve se esquecer do estudo individual. Ele deve aproveitar o momento em que estaria assistindo a aulas para estudar em grupo ou individualmente”, comenta.

Segundo Venturi, o estudante deve “fazer do tempo algo grandioso” e rever as disciplinas em que ainda têm alguma dúvida ou aquelas em que nem começou a estudar. Ele também pode aproveitar esse tempo para fazer provas de vestibulares anteriores. “é importante fazer simulados observando os tempos de cada prova para ter um diagnóstico de como está nos estudos”, diz Venturi. Para a coordenadora, assim o aluno poderá ter um “diagnóstico” preciso de como está nos estudos e desenvolver uma rotina de estudo mais eficiente.

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A coordenadora reforça que o estudante nunca deve se esquecer de ter sempre um tempo de descanso, nas férias e fora delas. “Nas devidas proporções, o estudante deve ter tempo sempre para a sua vida social, para se alimentar adequadamente e, claro, dormir bem. No começo do ano é possível sair mais, mas com a proximidade do vestibular, o ideal é priorizar os estudos”, comenta a coordenadora.

Nosso conselho, para deixas as férias divertidas e ainda assim produtivas, é aproveitar parte do tempo livre para ver filmes que abordam temas que podem cair nos vestibulares como “Guerra de Canudos”, “A Lista de Schindler” ou o O que é isso companheiro?

Muitas das obras literárias indicadas nos vestibulares do país também são realmente muito boas, mas com o tempo corrido nem sempre damos tanta atenção á leitura como deveríamos. Então essa pode ser uma boa oportunidade para dar uma chance aos clássicos de Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Lima Barreto, Ariano Suassuna, Guimarães Rosa, dentre outros. É o tipo de aprendizado que não dói nem compromete as férias, não é?

Fonte: Guia do Estudante

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