Dia do Historiador ressalta a importância do profissional que preserva memórias

Conhecer a história da humanidade é fundamental para compreender que os caminhos percorridos pelas civilizações ao longo dos séculos influenciam diretamente na dinâmica das sociedades contemporâneas. Diante da importância da pesquisa e da produção de conhecimento para que permaneçam vivas as memórias dos povos, é celebrado neste domingo, 19 de agosto, o Dia Nacional do Historiador.

A data, instituída em 17 de dezembro de 2009 por meio da Lei nº 12.130, é uma homenagem ao pernambucano Joaquim Nabuco, que nasceu em 19 de agosto de 1849 e tornou-se diplomata, escritor e um dos grandes historiadores do Brasil. Durante a vida, foi um dos fundadores do Academia Brasileira de Letras.

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“A minha ligação com a História envolve questões geográficas e emocionais. Eu nasci e fui criado no Tororó, lidando com pessoas e em meio aos casarões coloniais. Estudei na Escola Municipal Joana Angélica que, além de homenagear uma personagem histórica, era localizada no Largo da Palma. Posteriormente, na minha adolescência, conheci o professor Cid Teixeira e tudo isto contribuiu”, comenta Jaime Nascimento, coordenador de Cultura do Instituto Histórico Geográfico da Bahia.

Desde 1993, Nascimento tem contato com a área, quando fez o vestibular e foi aprovado no curso de bacharelado em História. Mesmo atuante por tanto tempo, destaca características específicas deste profissional. “Historiador é quem é formado em História e quem produz conhecimento na área. Você pode ser bacharel ou licenciado, mas não produzindo conhecimento, você será apenas um historiógrafo”, esclarece.

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No Brasil, a graduação em História pode ser adquirida por meio da licenciatura, que habilita o profissional para o ensino na educação básica, e do bacharelado, que habilita o profissional para a pesquisa acadêmica e a docência no ensino superior.

Nascimento destaca a importância do conhecimento técnico dos profissionais habilitados para o exercício da profissão, mas destaca a ausência de regulamentação. “É uma área um pouco complicada porque a profissão de historiador ainda não foi regulamentada, então ainda não existe um limite legal para a atuação. Existem pessoas que se dizem historiadoras, mas não se formaram em História”, sinaliza.

Graduação em História

Em média, o curso dura quatro anos e permite o “exercício do trabalho de Historiador, em todas as suas dimensões, o que supõe pleno domínio da natureza do conhecimento histórico e das práticas essenciais de sua produção e difusão”, sinaliza o Conselho Nacional de Educação (Parecer nº CNE/CES 492/2001).

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Apesar de serem ofertadas ambas as graduações, o profissional de História atua cada vez mais na preservação do patrimônio histórico e cultural, realiza assessoria junto a entidades públicas e privadas nos setores culturais, artísticos, turísticos e outros.

Fonte: Tunísia Cores – Ascom EMB via Educamaisbrasil

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