10 dicas de redação em inglês para quem quer estudar no exterior

Essays são importantíssimas no processo de seleção para cursos de graduação e pós fora do Brasil. Especialista dá dicas para você se destacar!

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E se você quer fazer um curso numa universidade estrangeira, é provável que tenha que apresentar essays. São redações que os candidatos têm de escrever como parte do processo seletivo (application) para estudar no exterior.

Uma das redações é a carta de motivação ou personal statement. Trata-se de um texto muito pessoal, escrito em inglês pelo estudante sobre algum tema escolhido por ele ou pela universidade.

As universidades mais seletivas recebem candidaturas de vários bons alunos com resultados e notas semelhantes. Então, elas usam o essay, juntamente com recommendation letters (cartas de recomendação) e extracurricular activities (atividades extracurriculares) para descobrir o que diferencia os candidatos talentosos.

É fundamental começar a escrever com bastante antecedência. Se você chegar perto demais da deadline (data limite) para inscrição no processo seletivo, a qualidade do seu texto pode sofrer.

Vamos a mais dicas?

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1) Lembre-se de que o primeiro passo é fazer um brainstorming.

Iniciar o essay pode ser a parte mais difícil de todo o processo. Então escreva tudo, sem julgamento inicial, sobre sua personalidade e defina seus pontos fortes. Seja específico;

2) Considere as seguintes sugestões para o texto:

a) O que o diferencia? Você tem interesses, personalidade e uma experiência única. Esta é a chance de contar a sua história (ou pelo menos parte dela);

b) Descreva um personagem fictício, uma figura histórica ou um artista que tenha grande influência em sua vida e descreva de que forma ela o afeta;

c) Descreva uma experiência na sua vida que ilustre como você pode ajudar na diversidade da comunidade universitária;

d) Escreva sobre algo que é importante para você. Pode ser sobre uma experiência, uma pessoa, um livro, qualquer coisa que tenha impactado a sua vida;

e) Não faça apenas uma narração. Ao falar sobre suas experiências, é fundamental descrever o que você aprendeu com ela;

3) Deixe o seu primeiro rascunho “rolar”.

Serão necessários vários testes até se chegar ao resultado desejado;

4) Desenvolva o seu texto em três partes:

a) Introduction (Introdução): um parágrafo que introduz seu essay

b) Body (Corpo): vários parágrafos explicando a ideia principal com exemplos

c) Conclusion (Conclusão): um parágrafo que resume e conclui o essay e mostra claramente por que você deve ser escolhido

5) Seja criativo na forma como apresenta os fatos, use recursos de linguagem, fuja do padrão, do texto formatado.

Não invente e nem dê respostas baseadas nos vários guias que são facilmente encontrados por aí. Autenticidade é um diferencial;

6) Peça feedback.

Mostre seu rascunho para a família, amigos e professores. Pergunte se ele faz sentido e se o que está escrito se parece com você. Considere as opiniões de todas as pessoas e faça alterações. No entanto, o texto tem de ser de sua autoria. Leia atentamente depois de fazer os ajustes sugeridos;

7) Tente, sempre que possível, começar as sentenças em primeira pessoa do singular (Eu);

8) Demonstre seu interesse pela área que deseja estudar.

Você não precisa saber tudo sobre ela, afinal, é exatamente para aprender que você quer ser admitido;

9) Relate apenas as experiências de trabalho que sejam relevantes à sua área de estudo;

10) Qualidade é melhor que quantidade.

Use sentenças curtas e objetivas. As desnecessariamente longas podem entendiar os avaliadores. Não seja repetitivo. Cite aprendizados apenas um vez. Um exemplo bem dado é suficiente.

Erros a evitar

Para finalizar, vale tomar muito cuidado com os seguintes tópicos gramaticais:

1) Verbos make e do.

Eles são muito usados para falar de nossas experiências e aprendizados.

2) Falsos cognatos, ou seja, palavras em inglês e português que se parecem na grafia, mas que têm significados diferentes.

Um verbo que aparece em essays é o intend (pretender), que não pode ser confundido com pretend (fingir).

3) Tempos verbais, principalmente porque você descreverá fatos que já ocorreram e usará muitos verbos no passado.

4) Concordância entre sujeito e verbo, em especial quando estão separados.

5) Verbos usados como sujeitos nas frases têm de estar no gerúndio.

No exemplo “Learning something new is not scary”, learning é sujeito para o verbo is. Em português, o verbo fica no infinitivo.

6) Preposições.

Não se esqueça de que os verbos após preposições precisam ser usados no gerúndio. Algumas que podem ser necessárias em essays e comumente aplicadas indevidamente:

To be responsible for

To look forward to

To learn from

To focus on

Independent of

To depend on