Capes quer mudar critérios de avaliação da produção científica na pós-graduação

Na última segunda-feira (23), o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Anderson Correia, publicou em sua conta no Twitter um vídeo afirmando que o órgão deve mudar, em breve, a forma como a produção dos cursos de pós-graduação são avaliados no Brasil.

Capes quer mudar critérios de avaliação da produção científica na pós-graduação

No início da gravação, Correia afirma que, de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), já se atingiu a meta de 60 mil mestres por ano, formando, hoje, 65 mil mestres. Porém, a meta de doutores até 2024 ainda está abaixo do esperado.

Segundo ele, ainda, 80% dos doutores acabam indo para a área acadêmica no Brasil, enquanto apenas 20% vão para as empresas. Isso é o inverso do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo. “Temos que mudar radicalmente esse cenário”, afirma Correia.

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O presidente, então, afirmar que, para isso, a Capes deve mudar totalmente a sua sistemática de cobrança de produção científica, passando a cobrar mais resultados e produtos, como patentes, registro de software, criação de startups, relatórios técnicos e atividades ligadas a empresas e ao setor produtivo.

Em paralelo a esse aumento, Correia ressalta a importância de serem criados mais doutorados profissionais. Até 2022, a Capes estipula que sejam criados mais 100 doutorados profissionais. De acordo com ele, com esse crescimento, aumentará também “a indústria, financiamento privado e os problemas relevantes à indústria e à sociedade”.

Fonte: Revista Quero Bolsa

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